A entrevista da Série Especial do Dia Mundial do Combate à Tuberculose dessa semana é com a professora Silvana Spindola.

 

O Ministério da Saúde tem o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como uma de suas metas. Este plano, além das ações usuais de controle de TB (Pilar 1), inova ao inserir a Proteção Social (PIlar 2) e a Pesquisa e Inovação (Pilar 3). Quais são as maiores dificuldades para que esse Plano possa ser bem sucedido? O que se deve fazer para que isso não ocorra?

Melhor interação entre os pilares, reuniões a participação ampla do Ministério da Saúde, ONGs, representantes da sociedade civil, Ministério da Educação, entre outros, além dos pesquisadores, para discussão em conjunto de ações e financiamentos.

A senhora participou da consulta pública aberta pelo Ministério da Saúde para reunir contribuições de gestores públicos, coordenadores de programa, representantes da sociedade civil na elaboração do Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose? Em caso afirmativo, quais foram suas sugestões?

A participação foi realizada por meio da REDE-TB, sob a coordenação do Prof. Afânio L. Kritiski.

 

Ainda segundo o Ministério da Saúde, apesar dos esforços realizados, a redução anual de casos novos de TB (incidência) continua em 1,5%. Para alcançarmos a meta de Eliminação de TB, a redução anual da incidência deve ser superior a 15% ao ano. Na sua opinião, o que deve ser priorizado em nosso país para agilizarmos o cumprimento desta meta?

Para alcançar as metas os investimentos na melhoria dos serviços, incentivos, entre outros, são necessários. Além da intensificação da prevenção da infecção latente nas populações de risco por meio de capacitação e ação direta de todas as áreas.

 

O que pode a Rede TB pode realizar para engajar ainda mais a área acadêmica no combate a Tuberculose?

Por meio de pesquisa operacionais, validar novos métodos de diagnóstico e testar novos fármacos.

 

O que o senhor (a) acha do papel da Rede TB no apoio dessa campanha e o que ela pode ajudar no Pilar 1, Pilar 2 e Pilar 3?

Interagir com todos os pilares, para funcionar como Rede.

 

Analisando a lista de prioridades entre as 7 Plataformas de Pesquisa (ver abaixo) estabelecidas no "survey" conduzido pela Rede TB e PNCT-SVS-MS em 2016, há temas adicionais que considera fundamental ser contemplado para alcançarmos a meta de Eliminação da TB no Brasil, até 2035 ?

Não.

 


SILVANA SPINDOLA possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença (1988), mestrado em Clinica Médica Ênfase em Pneumologia e Tisiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e doutorado em Genie Biologique et Medicale - Université Joseph Fourier - Grenoble I/França (1997). Pós Doutorado pelo Institut Pasteur-Paris (2006). Professora Titular da Faculdade de Medicina/Departamento de Clinica Médica da Universidade Federal de Minas Gerais (Admissão na UFMG - 1997). É colaboradora/Pesquisadora: Secretaria Municipal de Belo Horizonte e Estadual de Saúde/MG, Participa como membro do Comitê Metropolitano de Belo Horizonte, Fundação Ezequiel Dias (FUNED), Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Pneumologia com ênfase em Tisioloiga, atuando principalmente nos seguintes temas: Tuberculose, diagnóstico, epidemiologia molecular, micobactérias, genética micobacteriana. Bolsista pelo CNPq: Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora.

 

Por Raphael Silva


Sobre a Rede TB

A Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (REDE-TB) é uma Organização Não Governamental (ONG) de direito privado sem fins lucrativos, preocupada em auxiliar no desenvolvimento não só de novos medicamentos, novas vacinas, novos testes diagnósticos e novas estratégias de controle de TB, mas também na validação dessas inovações tecnológicas, antes de sua comercialização no país e/ou de sua implementação nos Programa de Controle de TB no País.


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