O acompanhamento comunitário em pesquisas de tuberculose foi tema de seminário que aconteceu durante a 48ª Conferência de Tuberculose, ocorrida em Guadalajara no México entre 11 e 14 de novembro. A atividade ocorreu no espaço comunitário e reuniu representantes da Mongólia, Georgia e Mondávia, países onde se desenvolve a pesquisa STREAM, cujo componente comunitário é coordenado pelo pesquisador brasileiro Ezio Távora, membro da  REDE TB..

 A roda de conversa teve três eixos de discussão: comunicação, incidência política e sustentabilidade. Houve troca de experiências e discussão de conceitos entre os debatedores e participantes do evento. Os coordenadores dos CABs locais (Community Advisory Board) e os CE-Officer responderam As perguntas de três pesquisadores: Afranio Kritski (REDE TB - Brasil), Sarabjit Chadha (UNION- India) e Gay Bronson (Vital Strategies - NYC).

Durante a manhã as atividades, conflitos e perspectivas do acompanhamento comunitário nestes diferentes países foram apresentadas, possibilitando um amplo conhecimento das realidades locais e das atividades desenvolvidas e necessidades dos diferentes grupos.

 

Para Davit Jikia, coordenador do CAB da Georgia, as redes sociais virtuais possuem importante papel na disseminação das ações da pesquisa, mas não substituem os contatos mais diretos feitos por meio de reuniões, encontros, seminários onde as dúvidas podem ser esclarecidas junto a pesquisadores e representantes das comunidades. 

 

Já Oxana Rucsineanu, coordenadora do CAB da Moldávia, destacou a necessidade da crescente parceria entre a equipe da pesquisa e os grupos envolvidos com o cuidado ao paciente e família, mediado pelo acompanhamento comunitário.

 

Bazra Tsogt, CE-Officer da Mongólia, destacou que a participação nos CABs permite novas oportunidades a sociedade civil para entendimento e participação maior na realização de pesquisas e nas decisões políticas que a influenciam.

No último bloco o tema sustentabilidade foi abordado. A motivação para continuidade foi um dos pontos mais debatidos, assim como a ampliação de cooperação entre Universidades e Institutos de pesquisa com ações governamentais e o acompanhamento comunitário. 

Mariana Buziashvili, CEO-Officer da Georgia, destacou a necessidade de se manter apoio psicológico e social aos pacientes, como forma de manutenção do vínculo criado. 

 

Svetlana Doltu da Moldávia, destacou avanços já perceptíveis como a participação no Conselho Nacional de Pesquisa da TB. 

 

Enkhjin Bolormaa do CAB da Mongólia enfatizou a necessidade de se pensar em financiamentos para a continuidade das ações. 

 

Dr Afranio Kritski, presidente da REDE TB,  assinalou que as atividades dos CABs desenvolvidas no projeto STREAM, com representantes dos profissionais da saúde envolvidos com o projeto e representantes comunitários, passa a liderar, de modo inovador em nível internacional, a inserção do Pilar 3 (pesquisa) juntamente com o Pilar 2 (proteção social) e Pilar 1 (ação centrada no paciente e familiares) no Plano Global de Eliminação de TB. A REDE TB está conduzindo esse componente de pesquisa de forma pioneira e está atraindo a atenção de diversos pesquisadores da área de TB no Globo.

 

Ao final se debateu com a platéia alguns pontos, enfatizando a importância fundamental do engajamento comunitário junto as pesquisas, e a necessidade constante de investimentos de comunicação e formação dos seus membros. 

 

Texto de Liandro Lindner​

 


Sobre a REDE-TB

A Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (REDE-TB) é uma Organização Não Governamental (ONG) de direito privado sem fins lucrativos, preocupada em auxiliar no desenvolvimento não só de novos medicamentos, novas vacinas, novos testes diagnósticos e novas estratégias de controle de TB, mas também na validação dessas inovações tecnológicas, antes de sua comercialização no país e/ou de sua implementação nos Programa de Controle de TB no País.


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