Coordenador- Ethel Leonor Noia Maciel 

Vice Coordenador - Martha Oliveira

Esta área da Rede-TB funciona como uma ponte entre pesquisa e gestão fornecendo subsídios para decisões de incorporação, monitoramento ou exclusão de tecnologias no sistema de saúde. É também área estratégica para viabilizar a padronização de metodologias, validar e avaliar a qualidade de pesquisas em tuberculose.

Em relação a Incorporação de Tecnologias em Saúde a PORTARIA Nº 2.510/GM DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005 considera-se tecnologias em saúde os medicamentos, equipamentos e procedimentos técnicos, os sistemas organizacionais, informacionais, educacionais e de suporte e os programas e protocolos assistenciais por meio dos quais a atenção e os cuidados com a saúde são prestados à população.
 
Para que a incorporação de determinada tecnologia seja ou não recomendada é realizada uma análise de evidência científica (análise comparativa com tecnologias já incorporadas ou que estão no mercado brasileiro e não foram incorporadas) e uma análise econômica. Levando sempre em consideração o princípio da integralidade.  O atendimento integral não significa incorporar todas as tecnologias disponíveis no mercado, mas subordinar a oferta segundo: a necessidade social, a evidência científica, as prioridades da política nacional de saúde e a disponibilidade de recursos. 
 
Em relação à Gestão da qualidade na área se saúde este é um fenomemo mundial, em decorrencia da crescente coincientização de que na atualidade a qualidade é um requesito indispensável a sobrevivencia economica e mais importante, uma responsabilidade social e ética, envolve a concepção dos processos e dos produtos/serviços, a melhoria dos processos e o controle de qualidade de maneira transdiciplinar uma vez que sua pratica é realizada por varios atores: medicos, enfermeiros, pesquisadores, etc. 
 
No que tange a gestão da qualidade temos como meta possibilitar a criação e consolidação de competência em gestão da qualidade, disseminando conceitos, metodologias, sistemas e técnicas da qualidade e produtividade para área da saúde 
 
Dada a baixa priorização das ações de políticas de gestão da qualidade e treinamento em nível nacional por parte de laboratórios de pesquisa ligados a área de Tuberculose entende-se a necessidade da intercessão entre a pesquisa e a gestão da qualidade de maneira horizontal; auxiliando aos laboratórios a incorporarem de maneira progressiva em suas atividade a política de gestão da qualidade possibilitando assim, uma atuação mais  propositiva do parque industrial da saúde.
 
Dentre seus objetivos estão: a)habilitar profissionais através de treinamentos e capacitações as boas praticas e gestão da qualidade; b)identificar estratégias em conjunto para incorporação em nivel nacional da gestão da qualidade de maneira progressiva na rede, c)habilitar através de treinamentos os laboratorios da rede a trabalharem em plataforma de qualidade de modo que possam atuar efetivamente como centros de excelencia para validação,d) desenvolvimento e incorporação de novas tecnologias para o Pais auxiliando no parque produtivo em saúde.
 
Por fim, a REDE-TB através desta área integra esforços para a consolidação da Política Nacional de Gestão de Tecnologias em Saúde (PNGTS) e da Gestão da qualidade e de sua incorporação no Sistema Único de Saúde. 

Definição da área:

A área se dedica ao estudo de infecções causadas por micobactérias que não Mycobacterium tuberculosis (MNT), com especial ênfase no estabelecimento de critérios nacionais para diagnóstico e tratamento dessas doenças e estudo de surtos de infecções por MNT.

Objetivos:

  • Estabelecimento de critérios diagnósticos e terapêuticos mais precisos para o manejo de infecções por MNT, com ampla divulgação nacional para profissionais de saúde
  • Elaboração, padronização e avaliação multicêntrica de testes para identificação, tipagem e análise de susceptibilidade a biocidas e antimicrobianos
  • Treinamento de profissionais para trabalhar com MNT
  • Estabelecimento de fórum permanente de informações e discussão sobre MNT
  • Estabelecimento de bancos de cepas de MNT e de dados de pacientes em diferentes sites

Desafios elencados pela área:

  • Organização de simpósios para discussão e divulgação do tema entre profissionais da área da Saúde
  • Estabelecimento de fórum permanente e aberto no site da REDE TB para discussão de casos e dúvidas
  • Padronização de testes para identificação e tipagem de MNT e análise de susceptibilidade a drogas e saneantes no Brasil
  • Desenvolvimento de drogas para tratamento de infecções por MNT e de kits para identificação molecular de micobactérias com potencial para gerar produtos que poderão contribuir para a inovação em área de interesse estratégico para o país.

Propostas em andamento (ou finalizadas) para enfrentar esses desafios:

  • Realização de encontros periódicos com a ANVISA para analisar o problema das infecções em procedimentos cirúrgicos (em andamento)
  • Realização de estudos multicêntricos, essenciais para a padronização de testes antes de sua liberação para uso em rotina (em andamento)
  • Estabelecimento de bancos de cepas de MNT em várias das instituições (em andamento)
  • Realização de simpósios (finalizados):
    o Simpósio Paralelo: “Micobactérias não tuberculosis e Mycobacterium bovis”, realizado no III Encontro Nacional de Tuberculose, em Salvador, BA, de 18 a 21 de Junho de 2008
    o XIII Simpósio Brasileiro de Micobactérias, realizado durante o 25º Congresso Brasileiro de Microbiologia, em Porto de Galinhas, PE, de 8 a 12 de Novembro de 2009
    o Simpósio Satélite de Micobactérias Não-Tuberculosas, realizado durante o IV Encontro Nacional de Tuberculose, no Rio de Janeiro, RJ, de 26 a 29 de Maio de 2010

Metas:

  • critérios nacionais para diagnóstico e tratamento de doenças causadas por MNT
  • testes laboratoriais para identificação de MNT
  • testes laboratoriais para tipagem de MNT
  • protocolos de análise de susceptibilidade a drogas e saneantes
  • Bancos de cepas de MNT e dados clínicos de pacientes

Conheça os trabalhos publicados pela área Micobactérias/Micobacterioses, acessando a área Publicações no menu do topo!!!

 

Definição da área: 

Utilizar estudos de função e determinação de estrutura tri-dimensional de enzimas para o desenho racional de inibidores com potencial aplicação em quimioterapia.


Objetivo:

Determinação do modo de ação (mecanismos enzimáticos, químicos e catalíticos) e de estrutura tri-dimensional de enzimas. De posse destes dados, propor o desenho “racional” (knowledge-based) de compostos químicos e avaliar o seu mecanismo de inibição enzimática assim como sua capacidade de inibir o crescimento do M. tuberculosis.


Desafios elencados pela área:

1) Obtenção de proteínas recombinantes solúveis e funcionais;
2) Obtenção de cristais e resolução de estruturas;
3) Desafios na síntese de compostos;
4) Escalonamento de compostos promissores; etc.


Propostas em andamento (ou finalizadas) para enfrentar esses desafios:

Várias estratégias são utilizadas para a superação dos desafios elencados acima.


Metas:

Sucintamente, colocar um composto químico no mercado para o tratamento da tuberculose.

Conheça os trabalhos publicados pela área Medicamentos, acessando a área Publicações no menu do topo!!!

A área de Mobilização Social da REDE TB é coordenada pela Rede Paulista de Controle Social da TB e pelo Fórum de ONGs TB, Estado do Rio de Janeiro.
Atua para sensibilizar, mobilizar, articular e capacitar a Sociedade Civil Organizada (ONGs) para o controle social da tuberculose. A prioridade da área é sobre aqueles grupos socialmente mais vulneráveis, como a população de rua, os portadores do HIV, a população carcerária, os profissionais do sexo, os dependentes químicos e as comunidades empobrecidas, isoladas pelo tráfico, como no caso de muitas comunidades do Rio de Janeiro.

O objetivo geral da área é sensibilizar a sociedade para olhar a tuberculose como doença física e social, estimular a ampliação do programa DOTS (tratamento supervisionado da tuberculose) e do PSF (Programa de Saúde da Família), para maior participação dos Agentes Comunitários de Saúde e lideranças comunitárias locais. Para alcançar esse objetivo, busca-se dar visibilidade às organizações que compõem a área de mobilização, realizando encontros, publicações e capacitações.
A importância da área dentro da REDE-TB é colaborar com a discussão, investigação e elaboração de políticas públicas para a assistência à tuberculose, capazes de contribuírem com a redução das desigualdades sociais, especialmente em saúde. A área identifica na comunidade, os possíveis casos de tuberculose, encaminha-os aos Serviços de Saúde e promove o acesso e a adesão ao tratamento, aumentando o índice de pacientes curados.

Outros desafios da área de Mobilização Social da REDE TB são os de levar informações e apoio para afastar o estigma e discriminação dos doentes e ainda atuar para romper com o ciclo de perpetuação da pobreza que a doença acarreta, para que sejam reduzidos drasticamente os casos de doença no Brasil.

Tem um efetivo compromisso entre os órgãos de saúde responsáveis por combater a tuberculose, especificamente: PNCT, Programas Estaduais e Municipais de Controle da TB e ainda se relaciona com os Programas HIV/AIDS para o controle da co-infecção TB/HIV-AIDS e a mobilização popular com controle social.

As questões referentes ao controle da tuberculose estão intimamente relacionadas ao exercício da cidadania e exigem a participação de toda a sociedade. Para cumprimento dos preceitos contidos na Constituição Federal, a democracia é exercida por meio de representantes eleitos, ou com participação direta dos cidadãos, assim, a mobilização social é fundamental para exigência dos direitos.

A área atua para construir uma sociedade civil mais reivindicativa, que pressione o estado e se posicione criticamente em relação a este e frente às pesquisas científicas necessárias para a sociedade. 
A democracia (participativa e ativa) é necessária para radicalização da democracia, universalização dos direitos e combate à pobreza, às desigualdades e a todas as formas de exclusão, discriminação e opressão, e atuação na formulação e no controle social das políticas públicas e pela ampliação da cidadania.
A área visa articulação com os movimentos sociais e a participação em redes e fóruns da sociedade civil para construção de um projeto político de desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente sustentável, com ênfase no respeito à diversidade e no acesso aos direitos.

Prevê sua intervenção política pautando a tuberculose nos Conselhos de Saúde, na medida em que é considerado um campo de ação fundamental, essa participação nos espaços de formulação e controle das políticas, com vistas à universalização do acesso aos direitos.

Situação pretendida:

(I) Fortalecimento das organizações não-governamentais (ONGs) de base comunitária, que atuam na área da promoção da saúde para o controle social da TB;

(II) Instrumentalização e capacitação técnica/política das ONGs TB, para uma efetiva participação em instâncias formadoras e deliberativas de políticas públicas, tais como conselhos, comissões e conferências de saúde;

(III) Fortalecimento das ações de controle social dentro do SUS, Secretarias e Programas nos níveis federal, estadual e municipal;

(IV) Representação, defesa (Advocacy) e garantia de acesso ao SUS dos indivíduos e grupos mais vulneráveis a TB, tais como: comunidades empobrecidas, populações de rua, população carcerária, dependentes químicos, profissionais do sexo, pacientes psiquiátricos e portadores do HIV;

(V) Humanização do atendimento nos Serviços de Saúde pela sensibilização de gestores e profissionais de saúde;

(VI) Promoção de investigação, reflexão, debate e obtenção de conhecimentos e tecnologias sobre a TB, com uma linguagem apropriada aos operadores da área social;

(VII) Promoção de articulação, intercâmbio, troca de experiências, habilidades e recursos entre os grupos, lideranças e organizações comunitárias que trabalham com saúde;

(VIII) Estímulo à promoção de campanhas de informação, conscientização e educação popular sobre as formas de prevenção, infecção, tratamento e assistência a TB;

(IX) Ampliação da estratégia DOTS - tratamento supervisionado da TB junto ao PSF (Programa de Saúde da Família) e ao PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde);

(X) Produção de materiais informativos/educativos, treinamentos, capacitações e publicações em TB;

(XI) Formação de agentes multiplicadores de intervenção em TB;

(XII) Estímulo à criação de canais de comunicação e participação interativos (central de informações 0800-Alô-TB e um WebSite);

(XIII) promoção de seminários, encontros e conferências (municipais, estaduais e nacionais) das ONGs que trabalham com TB;

(XIV) Estímulo à criação e atuação de outros Fóruns, Grupos e Redes de mobilização social que tratem do tema da TB;

(XV) Mobilizar a REDE TB para participação nos espaços de articulação Nacional contra a TB, como o Fórum Parceria Brasileira pelo Controle da TB, lançado em dezembro de 2004, pelo Ministério da Saúde, para congregar esforços e promover ações conjuntas e articuladas entre o governo e a sociedade civil organizada para o controle da TB. A Parceria é uma representação do Brasil ao Fórum do STOP TB Internacional, de organização da sociedade civil, trabalhando em uníssono com o governo, ONGs e agências internacionais (STOP TB, WHO, IUATB).

Metas:
• Levar a discussão do tema em comunidades, espaços de organização da sociedade civil, como ONGs, escolas, universidades, organizações sindicais e conselhos de profissionais, Conselhos de Saúde e outros Conselhos, tendo como foco o controle social da Tuberculose.
• Mobilizar a REDE TB para participação nos espaços de articulação Nacional contra a TB, como o Fórum Parceria Brasileira pelo Controle da TB, lançado em dezembro de 2004, pelo Ministério da Saúde, articulando sociedade civil organizada, governo, ONGs e agências internacionais (STOP TB, WHO, IUATB).
• Participar do FSM- Fórum Social Mundial 2009- Belém, levando a discussão da Tuberculose somo doença física e social e do Fórum de Ciência e Democracia.
• Participar como membro, da Assembléia do STOP TB –Internacional a se realizar de 23 a 15 de março na cidade do Rio de Janeiro.
• Discutir as Questões Jurídicas para apoio a Pacientes e ex-pacientes de Tuberculose visando a inclusão social.
Discutir a TB na intersetorialidade que a tuberculose requer, considerada doença social.

Página 2 de 4

Sobre a REDE-TB

A Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (REDE-TB) é uma Organização Não Governamental (ONG) de direito privado sem fins lucrativos, preocupada em auxiliar no desenvolvimento não só de novos medicamentos, novas vacinas, novos testes diagnósticos e novas estratégias de controle de TB, mas também na validação dessas inovações tecnológicas, antes de sua comercialização no país e/ou de sua implementação nos Programa de Controle de TB no País.


bt2

Contato

E-mail: redetb.rp@gmail.com

Tel: +55 (21)3938 - 2426
Tel/ Fax: +55 (21)3938 - 2431.

Endereço: Avenida Carlos Chagas Filho, 791, Cidade Universitária - Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ - Brasil. CEP: 21941-904

Assine a newsletter da REDE-TB

Curta REDE-TB no Facebook