VENDRAMINI, S. H. F. O PROGRAMA DE CONTROLE DA TUBERCULOSE EM SÃO JOSE DO RIO PRETO – SP, 1985-2004: do contexto epidemiológico à dimensão social. Ribeirão Preto. 2005.251f. (Doutorado em Enfermagem em Saúde Pública) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.
 
 
Esta pesquisa teve como objetivo analisar o Programa de Controle da Tuberculose (PCT) em São José do Rio Preto-SP, tendo como referência indicadores epidemiológicos, políticos, sócio-econômicos, de organização dos serviços de saúde e estruturação do programa, a partir das reflexões sobre a carga da tuberculose como problema de saúde pública. Para consecução deste propósito utilizaram-se informações dos Sistemas de Informação: Nacional de Agravos de Notificação (SINAN), Notificação de Tuberculose (EPITB) e de Mortalidade (SIM); Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) e Conjuntura Econômica de São José do Rio Preto (1985 a 2004); dados relacionados à organização do serviço e estruturação do programa foram obtidos por meio de documentos oficiais e entrevistas com os diversos atores sociais; informações referentes aos 432 setores censitários da área urbana foram disponibilizadas pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período compreendido entre 1985 e 2004 o município manteve estáveis os coeficientes, quando padronizados, de incidência e mortalidade, apresentando sempre menores riscos de adoecer e morrer por tuberculose em relação ao estado de São Paulo e Brasil, com deslocamento da freqüência para o grupo etário de idosos, resultados compatíveis a países desenvolvidos; apresentou alta taxa de coinfecção TB/HIV (40% em 2004); a implantação do Tratamento Supervisionado (TS) em 1998 possibilitou melhoras nas taxas de cura e abandono; a descoberta de casos foi maior nos serviços hospitalares (80% em 2003). O município está classificado no Grupo 1 do estado de São Paulo pelo Índice Paulista de Responsabilidade Social com Índice de Desenvolvimento Humano de 0,834, Esperança de Vida ao Nascer de 0,772 e Produto Interno Bruto de R$6,9 mil/percapita; indicadores políticos e sócio-econômicos apontam maior investimento na área social (habitação, educação e saúde), adoção do Planejamento Estratégico de Cidades promovendo ações de inclusão social e distribuição de renda. No entanto, 4% da população vivem em condições de extrema pobreza (um dólar/percapita/dia). A municipalização em Gestão Plena do Sistema Municipal ocorreu em 1998 com fortalecimento do Controle Social (eleição entre os pares do Presidente, orçamento próprio), reorganização dos serviços de saúde com proposta de mudança de modelo de assistência com definição de áreas de abrangência; criação de cargos de coordenação técnica, gerência em Unidades de Saúde e investimentos em capacitação de recursos humanos. O PCT é centralizado em Unidade de Referência; a implantação do TS propiciou a sua reorganização, apresentando tendência à descentralização de todas as ações para a Atenção Básica. O risco de adoecer por tuberculose no município é duas vezes maior na área com piores níveis sócio-econômicos em relação à área com melhores níveis, no entanto, observa-se melhora nos coeficientes, com diminuição das diferenças entre os níveis, no período compreendido entre 2003 e 2004. Assim, apesar dos indicadores econômicos e sociais serem altamente satisfatórios, em relação ao PCT existe a necessidade de mudança no padrão da cultura médica vigente e de formação de RH, assim como redirecionamento das políticas públicas nas áreas que apresentam piores níveis sócio-econômicos.
Palavras-chave: Tuberculose, Epidemiologia, Condições de vida
 
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Paula Hino, Moacyr Lobo da Costa-Júnior, Cinthia Midori Sassaki, Mayra Fernanda Oliveira, Tereza Cristina Scatena Villa, Claudia Benedita dos Santos

A presente investigação buscou descrever a mortalidade por tuberculose no Brasil no período de 1980 a 2001. Utilizou-se um desenho descritivo por meio de série temporal utilizando dados do DATASUS que tiveram a tuberculose como causa básica de óbito. Foram calculados os coeficientes de mortalidade por 100.000 habitantes segundo sexo e faixa etária. Os decréscimos da mortalidade por tuberculose observado ao longo dos 22 anos analisados foram de aproximadamente 42% para o sexo masculino e 54% para o sexo feminino. Considerou-se a Classificação Internacional de Doenças, CID-9 para o período de 1980 a 1995 e a CID-10 para 1996 a 2001. Os óbitos estão relacionados ao diagnóstico tardio, que é um problema de organização da atenção primária à saúde, uma vez que as ações de prevenção não foram incorporadas na prática dos profissionais de saúde, o que contribui para o aumento nas taxas de óbito em grupos mais vulneráveis. 
DESCRITORES: tuberculose; mortalidade; serviços de saúde

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GAZETTA, C. E. Controle dos comunicantes de doentes de tuberculose: ações realizadas no Programa de Controle da Tuberculose no Núcleo de Gestão Assistencial 60 no município de São José do Rio Preto. 2004. 175 f. Tese (Doutorado) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
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Afrânio Lineu Kritski, Tereza Scatena Villa, Anete Trajman, José Roberto Lapa e Silva, Roberto A. Medronho, Antonio Ruffi no-Netto

RESUMO
A tendência das publicações brasileiras em tuberculose referente ao período de foi analisada no período 1986 a 2006. Esta análise incluiu dissertações e teses registradas da Capes e artigos indexados na base de dados Medline e no SciELO. A seleção das publicações foi realizada por busca pela palavra “tuberculose” e instituições brasileiras a que se afi liavam os autores. A análise mostrou inicialmente publicações do tipo relatos de caso e revisões, e posteriormente artigos originais em ciência, tecnologia e inovação científi ca. Estas mudanças podem refl etir o incremento das atividades de pesquisa nas instituições acadêmicas e novas atitudes relativas aos objetivos da pesquisa em tuberculose nos últimos anos. Embora muitas teses tenham utilizado metodologia qualitativa, poucos artigos nessa modalidade foram encontrados, possivelmente refl etindo a orientação quantitativa das revistas. Discutem-se pesquisa quantitativa versus qualitativa e educação versus pesquisa, assim como políticas públicas e estratégias para incluir a pesquisa como instrumento de controle das doenças. Sugere-se a utilização da mesma metodologia para analisar as tendências da pesquisa em outras doenças negligenciadas.
DESCRITORES: Tuberculose. Dissertações acadêmicas [Tipo de Publicação]. Pesquisa, tendências. Pesquisa qualitativa. Publicações de divulgação científi ca. Educação profi ssional em saúde pública.

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Eleny Guimarães Teixeira, Dick Menzies, Antonio Jose Ledo Alves Cunha, Ronir Raggio Luiz, Antonio Ruffino-Netto, Marcio Samara Scartozzoni, Poliana Portela, and Anete Trajman

Objectives: To describe knowledge, practices, and associated factors of medical students to prevent transmission of tuberculosis (TB) in five medical schools.

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Maria de Lourdes Sperli Geraldes Santos, Silvia Helena Figueiredo Vendramini, Claudia Eli Gazetta, Sonia Aparecida Cruz Oliveira, Tereza Cristina Scatena Villa

O objetivo foi analisar a situação epidemiológica da tuberculose (TB) em relação às características socioeconômicas de São José do Rio Preto, SP, entre 1998 e 2004. Considerou-se indicadores estimados para 432 setores censitários da área urbana, ano censitário 2000, ordenados segundo valores do fator socioeconômico e agrupados em quartis. A caracterização socioeconômica foi delineada com base em escolaridade, renda e número de moradores. Os coeficientes de incidência foram calculados para 1998, 1999, 2003 e 2004. O fator socioeconômico foi responsável por 87% da variação total. A doença incide com mais força nas áreas mais pobres. Em 2003 e 2004 diminuíram a taxa de incidência e o risco de adoecer por tuberculose nas áreas mais pobres. Os resultados confirmam a determinação da tuberculose, no município estudado, pelas condições de vida da população, fortalecendo a importância da compreensão dos condicionantes sociais da TB para transformar o cenário preocupante em que está inserida.
DESCRITORES: pobreza; tuberculose; condições sociais

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Silvia Helena Figueiredo Vendramini, Tereza Cristina Scatena Villa, Maria de Lourdes S. Geraldes Santos, Cláudia Eli Gazetta

This article aims to present the current situation of tuberculosis and how the DOTS (Directly Observed Treatment Short Course) strategy has impacted national tuberculosis control programs worldwide, in Latin America and in Brazil. Data reveal a tendency towards a slow decline in disease rates (1%) around the world in 2003. In Brazil, data indicate a constant downward tendency of approximately 3% a year in incidence levels.
The DOTS strategy has been recommended to all countries. Brazil needs to improve its tuberculosis surveillance efforts, particularly in terms of confirming negative sputum smear results at the end of treatment.
DESCRIPTORS: tuberculosis, epidemiology; nursing

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Sobre a REDE-TB

A Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (REDE-TB) é uma Organização Não Governamental (ONG) de direito privado sem fins lucrativos, preocupada em auxiliar no desenvolvimento não só de novos medicamentos, novas vacinas, novos testes diagnósticos e novas estratégias de controle de TB, mas também na validação dessas inovações tecnológicas, antes de sua comercialização no país e/ou de sua implementação nos Programa de Controle de TB no País.


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